#Podcast: Palavra, adorção & vida

Algumas certezas eu posso ter a respeito desta vida:
1. Não vou ficar aqui para sempre;
2. Deste mundo não levarei nada;
3. Ao partir daqui darei “de cara” com meu Senhor.
ADORAÇÃO, PALAVRA & VIDA – Conversa em Romanos 1 do ultimo domingo na Vineyard Café – BAIXE AQUI
A latinha da coca-cola

A igreja de Jesus Cristo sempre viveu a tensão entre suas faces orgânica e organizacional. Parece que nos últimos anos essa tensão se agravou. Especialmente no segmento evangélico de tradição reformada, a crítica à “igreja instituição” está na moda, e não são poucos os que se vangloriam de ter “rompido com a instituição”. Outro dia alguém me classificou de “institucionalizado”, e me senti praticamente xingado. Decidi dar mais atenção à dimensão institucional da igreja corpo vivo de Cristo. Jamais imaginei que fosse levantar minha voz para defender a bandeira institucional, e é bem provável que no início eu estivesse movido pelo instinto de sobrevivência ou auto-justificação, mas ao final achei que meus argumentos faziam sentido. Hoje já não me incomodo quando alguém diz que sou “institucionalizado”.
Essa conversa de “ser desinstitucionalizado” na melhor das hipóteses reflete ignorância. Na pior, má fé. Considere a chamada “igreja primitiva”, geralmente idealizada como modelo “desinstitucionalizado” a ser reproduzido, e perceba que o desenvolvimento natural da igreja exigiu organização (Atos 6.1-7), nomeação de liderança e acomodação hierárquica (Atos 14.21-23), estabelecimento de normas, costumes e critérios éticos entre as igrejas (Atos 5.1-11), definição de um credo mínimo (Romanos 11.33-36; Filipenses 2.5-11; 1Timóteo 1.17; 3.16), assembléias presbiteriais (Atos 15); ação estratégica para a expansão (Atos 13.1-3; 11.19-21), sistema de arrecadação, gestão e distribuição de recursos financeiros (2Corintios 8,9); ordem e direção litúrgica para os encontros coletivos (1Coríntios 14.26-40), dentre outras características que hoje são consideradas um gesso que impede a boa manifestação do corpo orgânico da igreja.
A tão celebrada “igreja primitiva” era institucionalizada. Caso você participe de um “movimento” que tenha: (1) liderança identificada; (2) hierarquia definida; (3) rotina de atividades; (4) agenda de serviços; (5) voluntários coordenados; (6) demandas coletivas; e (7) necessidade de arrecadação financeira, então você não participa de um movimento, você é institucionalizado.
Os que se consideram “desinstitucionalizados” geralmente são aqueles que romperam com uma instituição e se comprometeram com outra. A diferença é que algumas instituições têm centenas de anos de história enquanto outras nasceram ontem, e quase sempre baseadas em uma personalidade tipo “guru” ou “messias reformador” que levará a igreja de volta às origens. Reconheço que por serem mais novas, as instituições emergentes podem ser mais leves, ágeis e eficazes. Mas não significa que não sejam instituições. E também não significa que sejam menos perniciosas e enfermas que as instituições centenárias.
Jesus advertiu que o vinho carece de odre, e que há odres mais adequados que outros. A questão, portanto, não é ser ou não ser institucionalizado, mas o tipo de instituição que pretende acomodar o vinho novo do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Imaginar a possibilidade de uma igreja que seja apenas organismo espiritual sem qualquer dimensão de instituição social é o mesmo que considerar a possibilidade de chegar no balcão da padaria e pedir um refrigerante dizendo: “Sem garrafa, por favor”.
O conflito entre as dimensões orgânica e organizacional da igreja começou cedo. Tão logo Jesus foi levado aos céus. No contexto da comunhão e da oração (organismo) Pedro se levanta para promover a eleição do substituto de Judas (organização). Mas Deus não se fez de rogado, mandou do céu algo como um vento impetuoso e deixou claro que a necessidade humana de controle que tende a se perpetuar através de sistemas institucionais jamais conteria a dinâmica vital do povo batizado com o Espírito Santo, pois “o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Coríntios 3.18).
Essas reflexões me levaram a considerar os dez pecados que um líder institucional não pode cometer. São eles:
1° Enclausurar Deus nas paredes de sua instituição
2° Limitar as manifestação do Reino de Deus aos horizontes de sua instituição
3° Condicionar a relação com Deus à relação com sua instituição
4° Exigir da igreja povo de Deus sacrifícios em nome de sua instituição
5° Restringir a atuação ministerial dos cristãos ao engajamento em sua instituição
6° Confundir a instituição com o corpo vivo de Cristo
7° Pretender gerir o corpo vivo de Cristo com a lógica da gestão isntitucional – se preferir, basta “pretender gerir o corpo vivo de Cristo”
8° Priorizar as relações funcionais em detrimento das relações pessoais
9° Colocar o corpo vivo de Cristo à serviço da instituição
10° Tentar perenizar a instituição
Amós ou Amazias?

“Jeroboão entrou para história como monstro. Amazias como idiota, mas Amós entrou como homem de Deus que fez diferença para sua geração”. Marcelo Gomes
:Super-Pastor

No filme Os Incríveis, há uma cena engraçada em que o Sr. Incrível e a Mulher Elástica estão prestes a se casar. A cena mostra e Mulher Elástica sozinha no altar enquanto o tempo passa e o casamento vai se dirigindo a um atraso… Enquanto ela espera lá em seu vestido de noiva, o seu futuro marido está ocupado terminando seu trabalho de salvar o mundo. Só mais um criminoso a capturar. Só mais uma pessoa a resgatar. Quando os convidados começam a se perguntar se estão testemunhando um caso de ‘noivo desaparecido’, o Sr. Incrível entra, vestido em um fraque, pronto para confirmar seus votos. O único problema é que ele ainda está usando a máscara do Sr. Incrível. Na sua pressa até o altar, ele se esqueceu de tirá-la. Sua noiva olha para ele com um sorriso, gentilmente remove a mascara, e diz, ‘Sabe, você terá que ser mais do que o Sr. Incrível para este trabalho’.
Pastores, muitas vezes, nós temos o mesmo pensamento que o Sr. Incrível teve nesta cena. Nós pensamos que se pudermos resolver só mais um problema ou ajudar só mais uma pessoa, o trabalho estará feito, e poderemos dar atenção à nossa esposa e filhos. Muitos dias, ficamos até tarde no escritório retornando aquela última ligação ou tentando conseguir outra reunião na esperança de que o amanhã será melhor por causa disso. Enquanto isso, deixamos as coisas mais importantes – nossas esposas, filhos, até mesmo a nossa saúde – na espera, enquanto perseguimos o impossível objetivo de ser o Sr, Incrível para a nossa igreja e nossa equipe.
Nas palavras da Mulher Elástica (e provavelmente da sua esposa) “Você vai ter que ser mais que Sr. Incrível (ou Sr. Super Pastor) para fazer isso funcionar”. ‘Isso’ é o restante, e também a parte mais importante. ‘Isso’ é o que faz a sua vida ter significado e ser gratificante no final – o seu casamento, família, a sua saúde. Se há uma coisa que é difícil sobre o ministério, é o impacto que ele pode ter sobre a sua família. Se não tomarmos cuidado, poderemos terminar como o Sr. Super Pastor para a s pessoas ao nosso redor, enquanto as pessoas mais importantes das nossas vidas nos passam a ver como Sr. Super FARSÁRIO, aquele que não corresponde as expectativas nem de longe!
Eu tive uma enorme chamada à realidade há um ano e meio, quando fui diagnosticado com uma condição congênita do coração conhecida como válvula bicuspida. Somado ao problema da válvula, os médicos encontraram também um aneurisma na raiz da minha aorta, o qual era tão grande e corria um tão grande risco de se romper que requereu uma cirurgia cardíaca imediata. Enquanto eu me preparava para entrar na cirurgia, me questionando se tudo iria sair bem, minha mente nunca se voltou ao ministério ou à igreja por muito tempo. O que realmente ocupou a minha mente foi Kerri e as crianças. Eu pensava se eles ficariam bem se o pior acontecesse. Eles saberiam o quanto eu os amava? Eu havia investido o suficiente neles? Que legado eu deixaria a eles?
Conforme ocorre frequentemente em tempos difíceis, meus valores reais ficam claros como cristal. No meu coração, quando eu medi a importância da minha família comparada à do meu ministério, não havia nem competição. A minha família ganhou de lavada. O problema era que eu tinha que olhar francamente para algumas escolhas que eu andava fazendo, e me perguntar se meu estilo de vida estava de acordo com o que eu realmente sentia que era importante. Se não era, eu teria que me perguntar por que não, e estar disposto a fazer os ajustes necessários.
Por mais ou menos a primeira década da existência da Celebration Church, eu mantive o ritmo máximo o tempo todo, eu nunca fraquejei. Eu vivia com o a constante pressão de fazer a igreja crescer espiritualmente, estruturalmente, financeiramente, numericamente e estrategicamente – o que você pensar, eu fazia. Eu estava no máximo! Para dizer a verdade, apesar de ser muita pressão, eu me saía bem no estilo ‘dê tudo de si’ para o ministério – no começo. Eu amo o que faço, e amo ver pessoas e igrejas crescerem. Eu amo alcançar quem está perdido. Eu amo o ministério. Mas quando todas essas coisas sugam o melhor de você o tempo todo, a sua família tem que se virar com o que sobrou de você – as migalhas. Eu sabia que tinha que fazer ajustes, mas ainda era difícil desacelerar e deixar Deus dirigir no seu ritmo.
Quando eu finalmente decidi fazer as mudanças necessárias para trazer o meu estilo de vida e o ministério em alinhamento com os meus valores sobre família e saúde, foi um pouco difícil no começo. Eu estava em velocidade máxima há tanto tempo, que não parecia natural me dar um pouco de margem, de sobra nos meus horários. No entanto, não demorou muito para que eu me ajustasse, porque os benefícios para mim pessoalmente, e apara a minha família foram substanciais e imediatos.
Aqui estão algumas simples mudanças que eu fiz, que deram uma renovada na minha vida familiar, e na minha saúde:
Tire um dia para se renovar.
Depois de pregar quatro vezes em um domingo comum, eu estou simplesmente ACABADO na segunda feira de manhã. Ninguém pode estar perto de mim (e eles provavelmente não querem estar!). Eu uso as segundas como um dia para me renovar emocionalmente, mentalmente, espiritualmente. Talvez as segundas não funcionem pra você, mas você precisa de um tempo para colocar para dentro tudo o que você colocou para fora. Se não fizer isso, você estará funcionando só na fumaça do combustível…E, eventualmente, o combustível vai terminar.
Eu tiro as sextas à tarde para o ‘não ministério’.
Quando eu termino de colocar os toques finais na minha mensagem para o fim de semana na sexta à tarde, e a deixo quieta, literalmente, e dou total atenção aos meus filhos e à minha esposa. A Kerri e eu podemos passar a tarde juntos ou não, mas no fim de semana, até o domingo de manhã, a minha família tem o melhor de mim e tudo de mim.
Eu mudei a estrutura dos nossos cultos na igreja.
Eu sei que muitos pastores amam os cultos de sábado à noite e têm grande sucesso, neles… Mas para nós(minha família e nossa equipe na igreja), mudar o culto de sábado à noite para Domingo à noite foi crucial para a saúde a longo prazo. Não foi uma decisão fácil, porque estávamos ‘explodindo’ nos nossos cultos de Domingo, e o Sábado à noite funcionava bem para nós. Mas os cultos aos Sábados significavam que a minha família me perdia no Sábado ao meio dia e não me tinha de volta até o Domingo às nove da noite, quando eu estava exausto. O mesmo valia para as famílias dos membros da nossa equipe. Foi um risco que tomamos quando tivemos que pagar um preço com a reputação e o momento bom que a igreja estava vivendo, e me deu uma vida familiar de novo. Eu estou tão grato por ter feito essa mudança, e a faria de novo sem pensar!
Ser mais do que Sr. Super Pastor significa que você entende quais coisas vão ser as mais importantes quando você olha para a história da sua vida. Significa que você estrutura os seus dias, semanas e anos com aquele fim em mente, mesmo que pareça um riso no momento. Salvar o mundo é bom, mas não se esqueça de trazer a sua família com você nessa aventura.
Para você refletir:
Como você faz o equilíbrio entre família e ministério funcionar?
Quais são alguns sinais que te dizem quando você está passando dos limites, rápido e avidamente demais? Que ajustes você faz para se direcionar à saúde?

Stovall Weems é o fundador e Pastor principal da Celebration Church em Jacksonville, Florida. Desde que ela começou com apenas sete pessoas em 1998, a igreja cresceu regionalmente e internacionalmente para doze lugares com mais de dez mil pessoas presentes toda semana. Stovall também é o líder da Awakening, uma campanha de 21 dias de oração, jejum e devoção, que ocorre a cada Janeiro.
Publicado originalmente em: www.churchleaders.com , com o título: Why you have to be more than a Super Pastor.
Tradução de Ana Paula Gomes – Vineyard Café.
#Podcast: Organize sua vida | estudos temáticos em TITO
organize sua vida – SOBERANIA DE DEUS – Tito 1. 1-5 – baixe aqui
organize sua vida 2 – PASTORES E LÍDERES – Tito 1. 5-16 – baixe aqui
organize sua vida 3 – A RESPONSABILIDADE DE CADA UM – Tito 2. 1-10 – baixe aqui
organize sua vida 4 – UM JEITO DE VIVER A VIDA – Tito 2. 11-15 – baixe aqui
organize sua vida 5 – FAZENDO A COISA CERTA – Tito 3 – baixe aqui




